sábado, 3 de dezembro de 2011

O uso das redes sociais no jornalismo diário

por Danilo César

A velocidade das informações está cada vez mais rápida. Nunca se apurou tão mal quanto agora. Na intenção do furo de reportagem, jornalistas apelam pra todo e qualquer tipo de fonte. No surgimento da internet na década de 90, víamos essa nova ferramenta, anos depois, como um grande auxílio para todos que buscassem algum tipo de informação, até, claro, para os jornalistas que precisam encher suas reportagens de coisas. Alguns anos depois, dentro da plataforma internet surge os primeiros sinais de uma rede social. A intenção, a priori, dessas redes é a interligação das pessoas por meio da internet. Hoje, tudo se converge para a internet, indo assim para as redes sociais. O problema é que com o excesso de informações e a facilidade de se ter uma conta em uma rede e postar o que quiser, faz dessas pessoas, disseminadores de qualquer conteúdo. E por que levantar essa questão? O fato de hoje os jornalistas por preguiça, talvez, ou até pela falta de tempo e a pressa de dar logo o ‘furo’, usam as redes sociais como meio de fonte confiável, claro, há sempre uma exceção. Mas o problema é que, enquanto não acham essas exceções, usam de qualquer dita ‘fonte’ para construir suas matérias, muitas vezes calcadas na mentira, na má apuração.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Desabafos de um período


Correria. Uma palavra que resume bem estes últimos seis meses. Disciplinas como radiojornalismo, telejornalismo, redação, pesquisa em comunicação, roteiro para documentário, jornal e suas novas tecnologias mereceram posição de destaque em relação aos períodos passados. 
Telejornalismo, aprendemos a elaborar diversas matérias, deu trabalho. Quatro diferentes, cada uma com as suas broncas, e que broncas! A edição brincávamos até que se não houvesse nenhum erro não seria a nossa matéria (do meu grupo). Sem falar do teste para apresentador, que nervosismo.  Abaixo algumas pinceladas do que aconteceu em cada uma das disciplinas:
Radiojornalismo, a cadeira que mais deu trabalho no semestre. Flashes, coberturas, debates, provas, jornal tudo ao mesmo tempo. E para piorar leitura de livros. Ufa!!!! 
Redação, tranquila durante o período.  Cada semana uma nova pauta para elaboração de textos e por fim um perfil de sua preferência. Aprendi horrores!
Pesquisa em comunicação, a disciplina mais teórica do semestre. Voltamos a teoria da comunicação e mais uma vez aquela provinha do assunto.
Roteiro  para documentário, a cadeira que mais me interessei foi a única tirar nota baixa.
Jornal e sua novas tecnologias, a cadeira que a turma envergonhou o professor. A cadeira que pude fazer minha primeira reportagem distante.

Luciana Specht

Falta de água em bairros do Recife


Alta Santa Terezinha, Bomba do Hemetério e outros bairros a uma semana  vêm sofrendo com a falta de água. Segundo a morada Juliana Laranjeiras, a situação está tão absurda que as pessoas correm ao encontra da água, isso quando descobrem que em alguma casa vizinha chegou. “Não sei o que é água na pia a 2 semanas, as roupas da minha família só acumulam.
A Prefeitura do Recife se manifestou e alegou que este problema já tinha sido avisado a população. A Compesa também passou uma nota aos moradores mencionando o reajuste na tubulação de um cano. Como procedimento padrão o desligamento  do abastecimento de água na região.

Luciana Specht

Sujeira de cidade. Recife capital do Frevo ou da sujeira?



O lixo acumulado na av. Conde da Boa vista está cada vez pior. Esse problema é causado pela a falta de educação das pessoas e do déficit de lixeiras.  Panfletos, sacos de alimentos, latas são alguns dos objetos mais achados pelos funcionários da emlurb.
“Limpo 2 vezes por dia só esse pedaço da avenida. Nunca para de chegar lixo”, comentou o gari, Ricardo. A empresa de manutenção e limpeza urbana  limpa diariamente 2 a 3 vezes  ao dia , dependendo da localização. A falta de lixeiras também vêm tirando a paciência dos que passam pela Conde da Boa Vista, “a gente até tenta não jogar lixo na rua, mas não tem quem agüente andar quilômetros para achar uma lixeira”, diz a manicure, Kátia.

Luciana Specht

sábado, 8 de outubro de 2011

Tudo reciclado

por Danilo César


Empreender e ter dignidade. Essas são duas palavras presentes nos projetos de reciclagem na cidade de Garanhuns, no Agreste de Pernambuco, a 240 km do Recife. Investir em uma boa formação técnica, aprender a produção e gerir um negócio sustentável, é o que tem acontecido com comunidades carentes da cidade que participam do programa Empreender Comunidade. Iniciativa da prefeitura do município junto com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Uma ideia que deu certo, e vem beneficiando várias famílias.

Desfiadeira de garrafa / Foto: Danilo César 
Doces, bonecas, vassouras, sabão, móveis e porque não bicicletas feitas com material reciclado e confeccionadas por artesãos que, com o auxílio da secretaria e o apoio da Escola Técnica Municipal, conseguem os recursos, ajudas nos projetos e incentivo das empresas privadas. O secretário de desenvolvimento, Ornilo Lundgren, vê oportunidades como essa, um levante da dignidade das pessoas. "Nossa ideia, quando ajudamos e incentivamos a produção de algum bem é levar aos menos beneficiados uma oportunidade de trabalho e dar dignidade a elas", completa.

Em 2010 o programa Empreender Comunidade ganhou o prêmio de resgate da cidadania e formação de empregos e renda dado pelo Governo do Estado. Depois desse reconhecimento, grandes empresas, como a Petroquímica Suape, o Banco do Brasil, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, a UFRPE e organização não-governamental Eco Nordeste, apoiaram a iniciativa e estão buscando a melhoria nos programas, através do Governo.

Todo material utilizado pelo projeto é reciclado, seja na fábrica de vassouras que são feitas de garrafa de refrigerante, no fabrico do sabão, produzido a partir do óleo de comida ou nas outras atividades. A intenção é ajudar também a melhorar e preservar o meio ambiente. Os produtos feitos pelos artesãos são vendidos em uma loja localizada na entrada da cidade. “É assim que as pessoas se sentem orgulhosas do seu trabalho, porque veem que seu trabalho está sendo conhecido e reconhecido por todos que passam por aqui”, comenta orgulhoso, o diretor da secretaria e dos projetos Sabão do Du Vale e das Vassouras Vitória.

Equipe da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Garanhuns / Foto: Danilo César

O Governo do Estado desenvolveu o projeto RECICLA PERNAMBUCO, onde cidades do interior participam da preservação do ambiente. A cidade de Garanhuns agora faz desse projeto, e com a participação no programa, associações e cooperativas de artesãos e catadores de material reciclado serão beneficiados. Um exemplo é a Associação Nova Viva (ASNOV), uma das principais responsáveis pela coleta seletiva da cidade, e com a crescente demanda, o espaço passará por uma reforma para melhor acomodação dos materiais. Essa mudança já é fruto da parceria do governo municipal e estadual no programa Recicla Pernambuco.

Móveis feitos de madeira reciclada / Foto: Danilo César
Sendo desenvolvido e aprimorado na Escola Técnica Municipal de Garanhuns, outro projeto do Governo do Estado, o Recicleta, é mais uma ação de inclusão social e econômica para os catadores de material reciclado. O objetivo da recicleta é conseguir auxiliar os trabalhos no transporte do material, dando o suporte necessário os profissionais da área.

Aluno da Escola Técnica Municipal / Foto: Danilo César
Além de Garanhuns, Arcoverde, Serra Telhada, Gameleira, Cupira, Ribeirão e alguns outros municípios serão beneficiados pelo Projeto Recicleta e pelo Recicla Pernambuco.


Material reciclável na ASNOV / Foto: Danilo César

Entrevista com o secretário de desenvolvimento de Garanhuns:


Áudio:




O RESGATE DA CIDADANIA


por Luciana Specht

No agreste pernambucano, há uma cidade muito conhecida pelos moradores de todo o Estado. O Festival de Inverno de Garanhuns sedia um dos principais pontos de encontro no mês mais esperado pelos garanhuenses. Festas, chocolates e artesanato são conhecimentos que temos sobre a região, mas pouco se sabe de quem reside nesse pedaço de terra tão desenvolvida, porém tão interiorana. Cidadãos que convivem com uma realidade sociocultural similar às capitais. Mansões e casebres, carrões e carroças, habitando o mesmo espaço.

Estoque de sabão / Foto: Luciana Specht


Donos de uma vida sem luxo, grande parte da população vive apenas com o básico, isso quando esse básico não se torna luxo. Em Garanhuns, há também pessoas que vivem de aparências, “Aqui as pessoas podem não ter o que comer, mas arrumam um jeitinho de ter um bom carro e uma boa casa”, falou Roberval Monteiro, diretor do programa Empreender Comunidade. Programa este que vem trazendo feitorias no processo de reciclagem. No momento, estão com a fabricação de vassouras, sabão, móveis e bicicletas, tudo feito com material reciclado, recolhido por trabalhadores que vivem do catado.

Dona Marlene , 66 anos, diretora da fábrica de vassouras / Foto: Luciana Specht
Em uma visita à fábrica de vassouras, encontramos a simpática Marlene, que aos 66 anos não parou de trabalhar. Dona de uma paciência e de um pensamento decidido impõe sua voz ao pedir material para a construção de “suas” vassouras. “Ela é quem manda aqui, eu não mando em nada”, falou, em tom jocoso, Roberval. Porém, quando perguntamos o porquê de ela fazer aquele trabalho manual todos os dias, ela responde de forma direta, mas com uma suavidade característica da sua voz: “É um divertimento para mim, ainda posso dar oportunidade para as mulheres do bairro que nunca trabalharam”. Dedicada, seu trabalho é tão conhecido na região que de vez por outra acaba sendo entrevistada por quem passa pela cidade.

Dona Marlene na desfiadeira / Foto: Luciana Specht


Já no outro lado de Garanhuns, mais especificamente na comunidade do Vale do Mundaú, nos deparamos com outro projeto do programa, a fábrica do Sabão Du Vale. Nele, oito mulheres ocupam meio período do dia para se dedicar ao ofício de produzir sabão do óleo de comida. Um processo demorado passado por várias etapas manuais. Tudo a base de um pano e da força. Poucas pessoas conhecem os ingredientes e o processo para a elaboração do produto. Gordura (banha) e óleo são as suas bases. Aquecendo em um forno feito de lenha aquecendo um galão de tinta, Zélia, Maria do Socorro, Joseane, Alexsandra e Eliane tiram um pedacinho da renda da casa.

Zélia, Maria do Socorrom Joseane, Alexsandra e Eliane / Foto: Luciana Specht

Trabalho manual / Foto: Luciana Specht
Mulheres que ao serem perguntadas sobre profissões e trabalhos diziam numa sinceridade absoluta que nunca tinham trabalhado fora de seus lares. Que esse era o primeiro emprego. Realização, palavrinha que não só estampavam seus rostos alegres, mas suas palavras. Diziam também que estavam adorando trabalhar na fábrica, que o dinheiro não era muito, mas o prazer em fazer algo, era um bem maior. Risadas não eram deixadas de lado naquele ambiente aconchegante, que como toda empresa, há sempre aquela brincadeira com o chefe “Está faltando material, quando vai chegar Roberval?”, questionou Zélia. Completando com “você não sabe, duas meninas estão grávidas. Uma delas passou nove anos tentando e a outra dois”.

Sabão fertilizante? Brincadeiras que faziam entre elas. Mas, na verdade, essa fertilização tem outro nome, chamado realização pessoal. No momento em que elas deixaram de pensar em querer engravidar e começaram a trabalhar, ou seja, ocuparam suas mentes com outras coisas, conseguiram relaxar e só assim realizar um sonho. O programa Empreender Comunidade não só traz a reciclagem como o benefício de ajudar o meio ambiente, mas regate a dignidade das pessoas. Dona Marlene, Zélia, Maria, Joseane, Alexsandra, Eliane e tantos outros não possuem apenas um sorriso frouxo e uma simpatia em comum, mas uma satisfação pessoal. 

Visita à fábrica do Sabão Du Vale:

               

Áudio:


quarta-feira, 21 de setembro de 2011

O júri já está formado!!

Os alunos do 4º período de Jornalismo da Universidade Católica de Pernambuco serão responsáveis por um júri simulado, onde defenderão as ideias expostas nos livros O culto do amador e Cultura da convergência. O júri será formado por três grupos, cada qual responsável por um livro e o terceiro grupo votará na melhor apresentação.

O culto do amador de Andrew Keen será alvo de debate no próximo sábado (24), no bloco G, sala 606, na Universidade Católica de Pernambuco. O livro trata da popularização dos meios de comunicação e da internet em especial, onde os usuários têm o livre acesso de publicar, postar um vídeo e até alterar um conteúdo já pronto em um site de pesquisa. O autor endossa sua defesa contra o plágio e a pirataria causada por essa popularização.

A exposição do livro Cultura da convergência de Henry Jenkins ficará para o dia 28 de setembro. O debate entre os dois grupos irá ser no dia 1º de outubro e o grupo vencedor será conhecido no dia 05, depois de serem sabatinados pelo júri, que então dará o resultado.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Pauta - Projeto Recicleta


Projeto Recicleta chega a Garanhuns

 
Em Garanhuns, bicicletas serão fabricadas a partir de material reciclável no Projeto Recicleta. A fabricação do transporte está sendo realizada pelos instrutores e alunos dos cursos de Serralharia e Tornearia Mecânica da Escola Técnica Municipal vinculada à secretaria de Desenvolvimento Econômico do Município com parceria do Governo de Pernambuco.

Inicialmente cada Recicleta levará em média 15 dias para ficar pronta - o que resultará na fabricação de duas por mês. Elas chegarão a medir 2 metros e 10 centímetros de comprimento; terão duas celas, dois pares de pedais e um reboque de aproximadamente 2 metros de comprimento, por 1 de largura, que permitirá o transporte de bastante material reciclado. As Recicletas suportarão um peso máximo de 150 quilos. A fabricação do produto já foi iniciada para a confecção e aprovação do protótipo.

Além de Garanhuns, o projeto do Governo do Estado vai contemplar dezoito cidades do interior do Estado, como Arcoverde, Serra Talhada, Gameleira, Jaboatão, Cupira, Ipojuca, Maraial e Ribeirão e alguns outros municípios. ''Essa é mais uma ação de inclusão sócio-econômica dos catadores de materiais recicláveis. Pois objetiva melhorar a qualidade dos serviços de limpeza urbana nos Municípios do Estado de Pernambuco. As recicletas atuarão como suporte necessário a esses profissionais'', afirmou o secretário de Desenvolvimento Econômico de Garanhuns, Ornilo Lundgren.

Atualmente, Garanhuns produz cerca de 150 toneladas de lixo por dia.

Sugerimos uma entrevista com o secretário de Desenvolvimento Econômico de Garanhuns, tamém com algum catador de material reciclável, beneficiado pelo projeto. Se possível entrar em contato com algum representante do Governo do Estado, para falar sobre o apoio dado ao Projeto Recicletas.

Bicicleta fabricada pelo projeto 

A cidade de Garanhuns se destaca pela reutilização dos materias recicláveis